1º Workshop | Estrutura Eclesiástica no Gerenciamento de Música
Toda igreja possui uma administração eclesiástica, com uma organização formal, bem estabelecida, para que todas as atividades sejam realizadas com ordem e decência, conforme se observa nas orientações de Paulo em 1 Coríntios 14:40: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem”.
Igreja
Pastor | Líder
Diretoria | Diaconato | Depto de Música | Depto Infantil | Depto Teen e Jovens
Essa estrutura gerencia todos os departamentos da igreja, inclusive o de Louvor, que tem como hierarquia básica a seguinte distribuição (talvez com nomes diferenciados dependendo da denominação):
Departamento de Música
Ministro de Música
Ministro de Louvor | Cantores/Backs | Músicos | Expressão e Dança
Atribuições do Ministro de Música
O Ministro de Música não é necessariamente o Ministro de Louvor. Ele deve ter uma preparação técnica em música e conhecimento teológico, esse último essencial para qualquer cargo da igreja. Se você possui esse cargo, esteja atento na escolha dos hinos a serem entoados com olhar crítico, analisando as letras para observar se não há qualquer contradição com a Bíblia.
Veja logo abaixo alguns deveres:
- Deve gerenciar e atender as necessidades da igreja;
- Orar nos ensaios e meditar na Palavra;
- Preparar-se tecnicamente;
- Ministrar de acordo com o posicionamento do pastor (é importante entender a visão do pastor);
- Administrar o tempo para oração e ensaio;
- Ser agente de paz;
- Não permitir que qualquer pessoa ministre no altar;
- Estar sensível durante todo o culto;
- Ter intimidade com Deus e convicção (fé) na Palavra;
- Procurar selecionar as músicas a serem cantadas;
- Escolher uma tonalidade de acordo com a tessitura vocal da congregação;
- Não deixar que os músicos percam o espírito de adoração.
Atribuições do Ministro de Louvor
- Ter sensibilidade para levar a igreja à adoração;
- Ser humilde, sujeitando-se ao Pastor e ao Ministro de Música;
- Ser simpático, carismático e espiritual;
- Ter boa aparência e vestir-se adequadamente;
- Voz cativante e afinada;
- Ser amigo dos ministros, músicos e técnicos de som;
- Não repreender a igreja quando não estiver cantando. Trabalhe para que ela se sinta a vontade para cantar. Entendendo que cada pessoa tem um particular com Deus;
- Não pregar quando estiver cantando;
- Não insistir em cantar mais alto que o Pastor quando ele estiver assumindo a oportunidade;
- Não se fechar para o mover do Espírito Santo.
Atribuições do Back Vocal
- Ser humilde e consagrado;
- Ser disciplinado;
- Tomar cuidado para não se contaminar com a “síndrome de Lúcifer”, tentando tomar para a si a atenção que deve ser totalmente para Deus;
- Ter uma vida de oração e leitura da Palavra;
- Participar de todos os momentos do culto.
Atribuições do Músico
- Estudar o instrumento;
- Tocar com sensibilidade;
- Ter disciplina na música;
- Ter referencial técnico;
- Estudar a Palavra;
- Ter sensibilidade no Espírito;
- Ter disciplina na adoração;
- Ser um referencial cristão.
Para reflexão: Estudo da vida de Asafe e sua aplicação atual
O Conflito de Asafe
Artigo de Edmundo Felix, da Comunidade Evangélica Sal da Terra
Asafe, esse nome para quem lê a Bíblia, é um nome inspirador. Asafe significa “cobrador”, parece que isso está ligado a função que Asafe exerceu em liderar muitas pessoas nos serviços de canto na casa do Senhor. Isto traz um peso de responsabilidade muito grande. As pessoas sempre querem mais do líder, ele é exigido mais do que outros, e tudo isso por causa da sua vocação, do chamado. O chamado para servir traz grandes responsabilidades, grandes recompensas e grandes exigências. Vejamos algumas:
I. Conhecer seu líder, sua cobertura, e ser conhecido.
“O rei Davi pôs Asafe e os seus irmãos levitas como encarregados permanentes da adoração que era feita no lugar onde a arca da aliança havia sido colocada. Eles deviam cumprir ali os seus deveres todos os dias”. I Crônicas 16.37.
Asafe com seus irmãos levitas foram escolhidos pelo rei Davi para ministrar adoração permanente diante da arca da aliança todos os dias. Isso implica que o seu líder, o rei, conhecia seu caráter, seu compromisso, sua integridade e zelo com Deus na realização das suas funções.
Ele era um exemplo, e a escolha que teve foi a maior responsabilidade que um homem podia ter, ministrar em um lugar que só os sumos sacerdotes entram, ministrar diante da presença de Deus. Ele não podia está em pecado se não morria, não podia adorar de qualquer maneira, tinha que seguir as ordenanças se não morria.
“Davi nomeou alguns levitas para dirigirem a adoração ao Senhor, o Deus de Israel, cantando e louvando a Deus, em frente da arca da aliança. Asafe foi nomeado o chefe deles, e Zacarias, o seu ajudante”. I Crônicas 16.4,5. Asafe no meio de 38 mil levitas foi escolhido para ser chefe, para liderar, por que o seu caráter era fiel. “O rei Davi reuniu todos os líderes israelitas e todos os sacerdotes e levitas. Foram contados os levitas de trinta anos para cima, e o total foi de trinta e oito mil homens”. I Crônicas 23.2,3.
Em que lugar você acha que você acha que pode estar diante do Senhor na realização das suas funções? Você acha que o seu líder pode te escolher para uma função de maior responsabilidade dentro do ministério levítico? Qual o nível de responsabilidade e fidelidade você se encontra diante de Deus, do seu líder e da igreja para Deus lhe confiar as nações, os tesouros, os recursos, o poder para tocar multidões de vidas? Onde esta o seu coração? Observe como Asafe era confiável!
“O rei Davi e os líderes dos levitas escolheram os seguintes grupos de famílias de levitas para dirigirem os cultos de adoração: Asafe, Hemã e Jedutum. Eles deviam anunciar as mensagens de Deus, acompanhados por música de harpas, liras e pratos. Esta é a lista dos homens escolhidos para este serviço”. I Crônicas 25.1.
Davi conhecia Asafe e o escolheu no meio de 38 mil levitas para o maior cargo, a maior responsabilidade, ministrar adoração diante da arca do Senhor. Porém não só Deus e Davi o escolheu para uma função de alta responsabilidade, também seus colegas levitas o escolheu. Será que seus colegas levitas, os que andam com você, trabalham e ministram louvores e adoração com você, te escolheria para uma função de maior responsabilidade, para liderá-los?
Ele foi escolhido junto com Hemã e Jedutum para profetizar as palavras do Senhor através do canto e dos diversos instrumentos. Asafe, Hemã e Jedutum chefiavam, lideravam os cantores e músicos, o Rei Davi liderava os três, e Deus liderava o rei Davi.
“Todos os seus filhos cantavam nos serviços religiosos do Templo, tocando pratos, liras e harpas. Quem os dirigia era o pai. Asafe, Jedutum e Hemã estavam debaixo das ordens do rei”. I Crônicas 25.6. Havia harmonia. Asafe conhecia seu líder, e obedecia as suas ordens, e seu líder conhecia seu caráter fiel e provado.
II. Conhecer seu Deus, ser conhecido por Ele e produzir resultados.
O líder tem que conhecer bem o seu Deus, seu caráter, seus atributos, sua santidade, seu amor, só assim ele pode agradá-Lo, tocar seu coração através da adoração. Ele precisa saber que é através desse conhecimento, dessa intimidade, que ele vai produzir resultados. O levita tem o chamado de produzir resultados. E quais são os resultados de um levita adorador? Trazer e manter a presença de Deus no meio do seu povo! Trazer a manifestação da glória de Deus de tal forma que todos sejam ministrados pelas insondáveis riquezas divinas. Ser os instrumentos pelos quais Deus venha tocar nas vidas a Sua vontade.
Observe como isso é real!
“Os sacerdotes se prepararam para sair do Templo. Todos os que estavam ali haviam se purificado, sem levar em conta o grupo a que pertenciam. E todos os levitas que eram músicos, isto é, Asafe, Hemã e Jedutum, e os membros dos seus grupos de famílias estavam de pé no lado leste do altar, vestidos de roupas de linho e com pratos musicais, harpas e liras nas mãos. Junto com eles estavam cento e vinte sacerdotes que sabiam tocar trombetas. Aí todos juntos começaram a tocar as trombetas e a cantar em voz alta para dar graças a Deus, o Senhor, e o louvarem. Com acompanhamento de trombetas, pratos e outros instrumentos musicais, eles louvaram a Deus e cantaram assim: Louvem a Deus, o Senhor, porque ele é bom, e porque o seu amor dura para sempre. Quando os sacerdotes estavam saindo, uma nuvem encheu o Templo de Deus, o Senhor, com a glória do Senhor. Por isso, eles não puderam voltar para dentro a fim de realizar os seus atos de culto”. II Crônicas 5.11-14.
Imagina o espetáculo! Fumaça, fogo, glória, sons do céu, anjos. As pessoas prostradas chorando, adorando, os sacerdotes no chão, impedidos de entrar no templo pela glória de Deus. Mas lá dentro, onde nem os sacerdotes podiam estar naquele momento, lá debaixo daquela gloria, daquela presença maravilhosa, estava Asafe, chorando, adorando, curvado diante do peso da glória do Senhor, bendizendo, tocando e sendo tocado por Deus.
Você gostaria de viver um momento como esse em sua vida? Você almeja um momento como esse? Porém desejar somente não é suficiente, por que esse momento é resultado de uma vida de fidelidade, de dedicação, de uma caminhada com Deus, de intimidade, de obediência. Muitas vezes o musico, o cantor, quer produzir resultados instantâneos sem o caráter de adorador. Acha que é só cantar, tocar, e falar algumas palavras e Deus vai se manifestar. Que engano!
Asafe conhecia seu Deus, Deus conhecia seu levita, eles estavam em harmonia, não havia discordâncias, não havia diferenças, tudo estava alinhado, preparado, não havia impedimentos. Como precisamos de levita com esse coração em nossa geração! Pessoas que teme a Deus, que conhecem o coração de Deus, que sabem como agradá-Lo, que sabem tocar seu coração, extrair dEle a vida. Como que nós, o povo de Deus estamos sedentos da Sua presença, como precisamos ser tocados.
“Ao verem o fogo descer e a glória do Senhor encher o Templo, todos os israelitas que estavam ali no pátio se ajoelharam e encostaram o rosto no chão. Eles adoraram a Deus e o louvaram, dizendo: Louvem a Deus, o Senhor, porque ele é bom, e porque o seu amor dura para sempre.” II Crônicas 7.3.
“Os sacerdotes estavam nos seus lugares, e os levitas também, com os instrumentos de música sagrada que o rei Davi tinha feito para eles tocarem acompanhando o cântico “O Seu Amor É Eterno”. Era assim que eles executavam os cânticos de louvor feitos por Davi. Todos os israelitas ficaram de pé enquanto os sacerdotes, que estavam em frente dos levitas, tocavam as trombetas. II Crônicas 7.6.
O seu louvor, sua adoração precisa produzir resultados. Precisa trazer a glória de Deus e tocar as vidas. Se isso não acontecer, a função de levita fica comprometida, a igreja e todas as suas atividades ficam impedidas de romper. As pessoas ficam secas, religiosas, doentes, pecadoras. Que Deus encontre o seu coração nesses dias, que Ele ache lugar em você para levantá-lo como canal de benção nessa geração perdida e religiosa.
III. Conhecer a si mesmo e o mundo que está inserido.
Também é preciso o levita se conhecer. Quais seus sonhos, suas fragilidades, seus desejos? O que lhe aflige, qual seu espinho na carne, quais suas dificuldades, quais suas limitações? Quais cobiças há no seu interior, os seus limites? Também ele precisa conhecer o mundo em que vive, que não é um mundo governado por Deus, mas pelo maligno. Que estar em constante luta todos os dias contra o diabo e suas ciladas, que precisa guardar seu coração dos apelos que o mundo faz para o consumismo, a moda, o jeito de ser de se comportar, as palavras, a musica, a arte, o entretenimento. Observem o que o Senhor nos ensina:
“Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo. Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar”. Efésios 6.11-13.
Todo adorador é guerreiro, Davi tocava harpa, adorador, e empunhava uma espada e uma lança, guerreiro. Não podemos ser inocentes e crer que há alguma possibilidade de servir a Deus e amar o mundo. Não tem jeito. O mundo com seu sistema são nossos inimigos, lutam para nos prender longe de Deus, para nos fazer religiosos, crentes secos, sem vida, infrutífero, sem resultados.
“Não amem o mundo, nem as coisas que há nele. Se vocês amam o mundo, não amam a Deus, o Pai. Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre”. I João 2.15-17.
Por isso precisamos renovar nossos pensamentos pela Palavra de Deus.
“Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele”. Romanos 12.1,2.
Parece até um paradoxo, o homem de frente dos levitas, o líder fiel, o adorador que conhecia os segredos do Coração de Deus e como agradá-Lo, o levita que escreveu 12 salmos inspiradores, escreveu os salmos 50, 73 a 83. Quem diria que esse levita tinha um problema não resolvido dentro dele.
Depois de toda essa glória, Asafe teve problemas, pois os seus olhos passou a observar as coisas do mundo, o estilo de vida do ímpio, e a sua aparente tranqüilidade, enquanto ele e os que serviam a Deus tinham muitas dificuldades e necessidades. Esse assunto nos é revelado pelo próprio Asafe no Salmo 73. Ele fala do que estar acostumado sobre Deus.
“Na verdade, Deus é bom para o povo de Israel, ele é bom para aqueles que têm um coração puro”.
Aqui ele revela onde estava seus olhos.
“Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles”.
Ele tece argumentos de inveja.
“Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm. Por isso, usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa. coração deles está cheio de maldade, e a mente deles só vive fazendo planos perversos”.
Ele fala da afronta que enfrentava dos ímpios que comparavam suas vidas ímpias e aparentemente boas, com a vida justa e aparentemente sem nada do levita.
“Eles gostam de caçoar e só falam de coisas más. São orgulhosos e fazem planos para explorar os outros. Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra”.
Ele fala de muitos crentes que seguem esse povo, que se espelham neles.
“Assim o povo de Deus vai atrás deles e crê no que eles dizem. Eles afirmam: Deus não vai saber disso; o Altíssimo não descobrirá nada!”
Ele fala da riqueza dos ímpios e a dificuldade do crente com as finanças.
“Os maus são assim: eles têm muito e ficam cada vez mais ricos”.
Ele compara sua vida justa com a vida dos ímpios e começa a duvidar se valeu a pena servir ao Senhor.
“Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Pois tu, ó Deus, me tens feito sofrer o dia inteiro, e todas as manhãs me castigas. Se eu tivesse falado como os maus, teria traído o teu povo”.
Quando ele está quase virando religioso, atraído pelas ciladas do mundo, começa a meditar nas coisas eternas, seus olhos sobem novamente para a realidade e recompensa de quem serve ou não serve a Deus.
“Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim”.
E a revelação do Senhor vem sobre ele quando um dia ele entrou no templo para buscar resposta no Senhor.
“Porém, quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus. Tu os pões em lugares onde eles escorregam e fazes com que caiam mortos. Eles são destruídos num momento e têm um fim horrível. Quando te levantas, Senhor, tu não lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã”.
Ele faz um louvor diferente diante de Deus, o louvor de abrir o coração e ser sincero, expondo suas dificuldades, pecados, e fraquezas.
“O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento”.
E finalmente ele se rende aos valores eternos superiores aos valores transitórios dos ímpios.
“No entanto, estou sempre contigo, e tu me seguras pela mão. Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. Os que se afastam de ti certamente morrerão, e tu destruirás os que são infiéis a ti. Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do Senhor Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito”.
Asafe passou por isso, mas sua vida se tornou mais significativa, mais madura, mias pura e consagrada a Deus. Quando ele parou de olhar para os ímpios e os apelos que o mundo faz, quando seus olhos foram direcionados novamente para o Senhor, ele fez isso como um levita, ele se voltou para o Senhor através do louvor e foi curado. Existem várias palavras que expressam sentidos diferentes na forma de louvar a Deus, e cada uma traz benefícios diferentes:
1. Hãlal - significa, exaltar, louvar, essa palavra fala de “reconhecimento”, traz a idéia de estar profundamente agradecido, satisfeito pela ação de Deus, e reconhece isso através do louvor.
2. Tôdã – significa confissão, louvor, sacrifício de louvor, agradecimento, ação de graças, oferta de gratidão.
3. Rãmâ – significa elevar, altura, lugar elevado, da a Deus altos louvores.
4. Bârak - significa ajoelhar, abençoar, louvar, saudar, isso fala do louvor de um coração quebrantado, compungido, humilde diante de Deus.
5. Gâdal – significa crescer, tornar-se grande ou importante, promover, tornar poderoso, louvar, magníficar, fazer grandes coisas, o salmista usa essa palavra convocando o adorador a atribuir grandeza ao Senhor e ao Seu nome.
6. Rûm - significa exaltar.
7. Zâmar - significa cantar louvor, fazer musica, tocar um instrumento.
8. Yadâ – foi esse tipo de louvor que Asafe fez uso quando passava por essas dificuldades. Yadâ significa jogar, lançar para Deus através da confissão de louvor nossas dificuldades. Esse louvor é para ser dado de todo o coração, tendo a pessoa um coração integro de acordo com os justos caminhos de Deus. Aqui fala de sinceridade, de não esconder nada diante de Deus, não esconder pecados, fraquezas, medos, duvidas, absoluta nada, como fez Davi diante de Deus reconhecendo seu pecado, ele usou louvar Yadâ, ele declara a Deus os seus pecados, tornando-os publicamente.
“Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse; Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado”. Salmos 32.5.

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